26.7.13

Sonhos desfeitos - Sonhos renovados

Hoje me deu uma vontade enorme de escrever para vocês, amigos que visitam meu cantinho seja lá por qual motivo for. Sempre utilizo o site para divulgação do ateliê e das peças produzidas mas hoje quero falar sobre sonhos. Quando eu era pequenina minha avó tinha uma confecção e costurava dia e noite, a irmã dela, minha tia, desenhava as peças a serem criadas e minha mãe já havia contribuído fazendo lindas pinturas em tecido. Me via cercada de mulheres maravilhosas, criativas e batalhadoras mas de todas as que mais me inspirou (com perdão a todas essas incríveis inspirações) foi minha madrinha, minha dindinha Luiza, com suas "bruxinhas" de pano que fazia com todo o carinho, corpinho de tecido, body de tricô e cabelos de lã, para que eu brincasse nas tardes de sábado com uma montanha de retalhos que ganhavam as mais diversas utilidades.
Eu ainda não sabia, mas nesse momento, iniciava-se um sonho, na verdade, vários sonhos. Sonhava em criar, imaginar e dar vida a tantos tecidinhos; sonhava em ser guerreira como as mulheres inspiradoras de minha família e sonhava em ser tão doce quanto minha dindinha era comigo. Sonhei também diversas vezes com o passar dos anos em casar e ter um casamento de conto de fadas, para sempre; em ter filhos e ser a mãe perfeita para eles; em ter meu negócio próprio; em terminar minha faculdade; em ser motivo de orgulho para minha mãe, minha irmã e meus filhos.
Disso tudo, de todos esses sonhos, consegui ser criativa (graças a Deus!) e graças a essa bendita criatividade troquei muitas das vezes lágrimas por arte. Me considero uma mulher guerreira, batalho, corro atrás, do lado, na frente. Não sou de cruzar os braços. Me casei e acreditei que seria para sempre mas o meu pra sempre durou 13 anos, que renderam dois filhos lindos maravilhosos e por esse motivo posso afirmar que valeu a pena, deu certo enquanto durou. Não sou a mãe perfeita, já era de se imaginar, eu erro, choro, falho mas amo, amo com tamanho poder e tamanha devoção que acredito que Deus não enxerga minhas imperfeições como mãe e me dá o presente do sorriso incrível dos meus filhos em minha vida. O negócios próprio caminha, a faculdade também (espero terminá-la ainda nesse ano...) mas acredito que só conseguirei ser o orgulho para as pessoas que amo quando ME olhar, não no espelho, mas quando conseguir enxergar com serenidade tudo que sou, tudo que passei, tudo que aprendi, tudo que ganhei e que perdi, todas as lágrimas, sorrisos e tantos outros detalhes de mim mesma em minha imperfeição e com carinho, orgulhar-me do que sou. Vamos lá, costurar retalhos e alinhar a vida...recomeçar...




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